100 ANOS DE NELSON RODRIGUES

Há quase seis anos, dois alunos do Colégio Pedro II decidiam fazer um blog. Um tricolor e outro Rubro Negro. Em comum a admiração por Nelson Rodrigues. Hoje, no dia em que completaria 100 anos, não poderíamos deixar essa data passar em branco. Quantas vezes não pedimos licença para utilizar uma frase desse gênio da dramaturgia brasileira e assim dar um pouco mais de emoção ao texto. Até uma entrevista póstuma realizamos (a qual considero um dos melhores post desse blog).

Nelson Rodrigues nos ensinou a ver o futebol não como uma guerra, mas sim como um espetáculo no qual o personagem principal, os coadjuvantes, o mocinho e o vilão são escolhidos após os 90 minutos. Nelson nos mostrou o verdadeiro significado da rivalidade. Ser rival não é odiar o outro time ou o torcedor adversário, é saber conviver com quem pensa diferente. Nelson não tinha vergonha de admirar a torcida Rubro Negra, a grandeza vascaína, os craques botafoguenses. E isso não o fazia menos tricolor. O Fluminense tinha lugar especial em seu coração.

Sim, quando falamos em tricolor nesse blog, sempre nos referimos ao Fluminense. Como diria nosso ídolo, os outros são apenas times de três cores.

O gênio centenário hoje não está mais entre nós, mas sua memória está viva em cada crônicas, peças e livros. Nelson Rodrigues faz falta ao jornalismo, à dramaturgia, à vida. Poucas pessoas conseguiram enxerga-lá tão bem e Nelson foi um deles. Obrigado por não ter sido mais um desses idiotas da objetividade, por mostrar que o jornalismo também é feito de sentimentos.

Abaixo segue a entrevista póstuma feita pelo blog feita em 2010:

Inspiração dos idealizadores do blog, Nelson Rodrigues finalmente tornou-se o tema principal de um de nossos posts.

Um dos grandes responsáveis, ao lado do irmão Mário Filho, por umas das maiores rivalidades do futebol brasileiro, quiçá Mundial, Nelson Rodrigues expressou todo seu amor pelo clube das Laranjeiras, revelou uma admiração pelo Rubro Negro, mas sem deixar a gozação de torcedor de lado, em entrevista póstuma exclusiva concedida ao NEWSFUT! no dia em que completou 30 anos de sua morte.

NEWSFUT!: Para qual time você torce?

Nelson Rodrigues: ‘Sou tricolor, sempre fui tricolor. Eu diria que já era Fluminense em vidas passadas, muito antes da presente encarnação’

N!: Por que você escolheu torcer para o Flu?

N.R.: ‘Ser tricolor não é uma questão de gosto ou opção, mas um acontecimento de fundo metafísico, um arranjo cósmico ao qual não se pode – e nem se deseja – fugir’

N!: Tricolor existe muitos. Bahia, Grêmio, São Paulo…

N.R.: ‘O Fluminense é o único time tricolor do mundo. O resto são só times de três cores’

N!: Você torceria para o Flamengo?

N.R.‘Cada brasileiro, vivo ou morto já foi Flamengo por um instante, por um dia’

N!: Por isso o Fla tem a maior torcida do Mundo?

N.R.‘O Flamengo tem mais torcida, o Fluminense tem mais gente!’

N!: O que te chama a atenção na torcida do Flu?

N.R.: Uma torcida não vale a pena pela sua expressão numérica. Ela vive e influi no destino das batalhas pela força do sentimento. E a torcida tricolor leva um imperecível estandarte de paixão’

N!: Qual a diferença entre a torcida do Fla e Flu?

N.R.: ‘Pode-se identificar um Tricolor entre milhares, entre milhões. Ele se destingue dos demais por uma irradiação específica e deslumbradora’

N!: Com o Maracanã fechado, onde é o melhor lugar para o Flu mandar seus jogos?

N.R.: ‘Se o Fluminense jogasse no céu, eu morreria para vê-lo jogar’

N!: Depois de ter caído para série C do Brasileirão, o Flu ainda pode ser considerado um time grande?

N.R.: ‘Grandes são os outros, o Fluminense é enorme’

N!: Qual o melhor time do mundo?

N.R.: ‘Eu vos digo que o melhor time é o Fluminense. E podem me dizer que os fatos provam o contrário, que eu vos respondo: pior para os fatos’

N!: O que você prevê para o Flu em 2011?

N.R.‘Se quereis saber o futuro do Fluminense, olhai para o seu passado. A história tricolor traduz a predestinação para a glória’

Anúncios

Ai, jesus…

Fla-Flu sem emoção não existe. O maior clássico do planeta acrescenta a cada partida uma página na bíblia sagrada do futebol. E hoje não foi diferente. O jogo que parecia que ia decepcionar os torcedores no primeiro tempo mudou completamente de cara na segunda etapa e honrou o nome. Os times passaram longe de apresentar um futebol a altura do que é o Fla-Flu, mas as circunstâncias tornaram histórica a vitória Rubro Negra por 3 a 2.

O herói de hoje foi o contestado Dario Botinelli. O argentino que chegou com status de promessa e até o jogo de hoje não tinha mostrado a que veio resolveu desencantar justamente no Fla-Flu. Não tinha oportunidade melhor. O nome de El Pollo já entrou no hall dos grandes heróis do clássico, ao lado de Renato Gaúcho (talvez o símbolo do Fla-Flu com seu histórico gol de barriga em 95), Adriano Imperador, Assis, Zico…

Discordo dos que disseram durante a semana que esse seria o Fla-Flu mais importante dos últimos 10 anos. O Fla-Flu mais importante de todos é sempre o que está por vir. Não importa a situação, pode ser até no futebol de botão, Fla-Flu sempre será Fla-Flu e vice-versa. Novos heróis surgirão, novas histórias serão contadas, novas reclamações serão feitas e o grito de “Ai, Jesus” continuará na garganta da galera. Isso é Fla-Flu…

Parabéns, Fluminense! 109 anos.

Hoje, 21 de Julho de 2011, o Fluminense Football Club faz 109 anos. E isso não poderia passar em branco, não é mesmo? O clube das três cores que traduzem a tradição e sua apaixonada torcida merecem. Nascia nesta data, um dos clubes mais tradicionais do cenário nacional. Nascia a fidalguia, nascia a esperança. Nascia o Tricolor das Laranjeiras, ou simplesmente, a paixão chamada Fluminense. Já existia Clubes de Regatas de Flamengo, Vasco e Botafogo, mas o Fluminense deu  início às atividades do Futebol no Estado do Rio de Janeiro. Anos mais tarde, alguns jogadores em conflito com a direção do clube, fundaram o Futebol do arqui-rival Flamengo. No primeiro confronto entre os dois, melhor para a “matriz”: 3 x 2 para o Tricolor. A contribuição ao futebol brasileiro não parou por ai. Fluminense foi o clube que mais cedeu jogadores no início da atividades da nossa Seleção Brasileira. E como na época não haviam alternativas, o Fluminense construiu seu estádio e foi a casa da nossa seleção. Portanto, o selecionável de nosso país, também nasceu nas Laranjeiras. O primeiro gol da Seleção Brasileira em Copas do Mundo, também foi marcado por um Tricolor, Preguinho. Isso é Fluminense.

Em 1949, o Fluminense Football Club foi homanageado com a Taça Olímpica, que consistia em um comitê julgar qual a instituição mais bem organizada e que mais fez pelo esporte, e recebeu a honraria. Aliás, é o único clube polidesportivo do Mundo a receber a Taça(Sim, nosso clube um dia já foi o mais organizado do Mundo). Em 52, o Tricolor participou de um torneio mundial aqui no Brasil(mais ou menos igual ao Corinthians em 2000). Venceu o time do Peñarol que tinha nada menos do que 6 jogadores que haviam conquistado dois anos antes a Copa do Mundo de 50 contra o Brasil.

Em 75, o então Presidente Francisco Horta montou uma verdadeira máquina de jogar futebol: a Máquina Tricolor. O Fluminense tinha Rivellino, Paulo Cesar Caju, Carlos Alberto Torres e uma constelação de craques. Todos na Europa queriam ver a tal Máquina em ação e o Tricolor colecionou títulos de torneios de verão nessas excursões. Porém faltou título de expressão como um Brasileiro ao ‘timinho’. Em uma das semifinais de Brasileiro chegou a perder nos pênaltis para o Corinthians depois de muita chuva durante o jogo. Chegou a jogar com o timaço do Bayern de Munique que havia 5 jogadores campeões mundiais pela Alemanha em 74. O time das Laranjeiras venceu por 1 a 0 mas foi pouco diante da diferença técnica e volume de jogo.

Nos anos 80, foi tricampeão carioca seguido, sendo duas delas sobre o maior rival, Flamengo. E ecoava no Maracanã a maior alegria da galera: “Reecordar é viveer, Assis acabou com vocês”. Em 84, mais um rival sofreu. Foi contra o Vasco que o clube das três cores se consagrou Campeão Brasileiro. Em 94, o Fluminense ganhou de forma humilhante o Botafogo por 7×1. Um ano depois, o Fla-Flu mais conhecido de todos. Flamengo estava prestes a ser campeão e precisava de 1 ponto para ser campeão. Deixou para última rodada contra o time que poderia alcançá-lo. O Tricolor chegou a estar vencendo por 2 a 0, permitiu o empate e como toda boa ficção foi marcar o gol aos 42 do segundo tempo com um gol de barriga de Renato Gaúcho. Logo após, tempos negros chegaram. Foi rebaixado por duas vezes no Campeonato Brasileiro para a Segunda Divisão. E depois mais uma vez para a Terceira Divisão. Mas isso teria que servir para alguma coisa. E serviu. Sua torcida apaixonada não largou o time e acompanhou o time no fundo do poço. A volta do Gigante estava perto. E com a ajuda e apoio incondicional dos fanáticos, saiu da lama. Graças também ao nosso ídolo Parreira. Isso também é Fluminense.

Ainda no século XX, o Fluminense mostrou porque é Gigante, terminou em 3º na primeira fase do Nacional. Depois de ser chacota porque voltou indevidamente para a elite, foi melhor que rivais como Flamengo e Botafogo. O time da Terceira Divisão era melhor que os da Primeira, vai entender. Século novo, vida nova. E assim feito. Terminou como campeão maior estadual do Século XX. Voltou a brigar entre às potências mas ainda faltava título. E ganhou dois Cariocas. Um no Centenário e outro em um gol quase espírita em 2005. Faltava à nivel Nacional. Foi Campeão da Copa do Brasil 2007 e foi para a Libertadores. Ahhh, Libertadores…Festas inesquecíveis e jamais vistas nas arquibancadas com tanta intensidade. Depois de nunca ter passado da primeira fase, passou em primeiro no geral. No jogo que muitos consideram o mais memorável e emocionante ganhou a classificação do São Paulo aos 48 minutos do 2º tempo. Um clube brasileiro não ganhava do Boca Juniors em Libertadores, desde a Era Pelé. Ganhou dos argentinos. Foi perder o título para a LDU do Equador. Quem? Oi?! É, Fluminense. Explicar o inexplicável, sabe.

Em uma de outras tantas travessuras que o Tricolor prega, o time quase foi rebaixado novamente. Já era dado como rebaixado por comentaristas, torcedores rivais e até do próprio clube. Mas a maioria e os mais fiéis, não.
Com um espírito guerreiro e incentivado pela torcida, engrenou e praticou quase um milagre, deixando o time na Primeira Divisão Nacional. No ano seguinte, pasmém, Campeão Brasileiro 2010. Aliás, o único time que conseguiu o título de Campeão Brasileiro após disputar uma divisão inferior. É o sentimento chamado Fluminense. O orgulho de ser Tricolor. Que deixa todo tricolor nervoso. E apaixonado por este clube, cada vez mais…

FLUMINENSE, PARABÉNS E MUITO OBRIGADO POR EXISTIR.

Fla-Flu: O Maior Espetáculo da Terra!

Enorme, esmagador, capaz de transformar em carnaval um espetáculo de futebol, o Maracanã já é uma lenda. A realidade contudo, é muito maior. A memória que em mim, ficará para sempre do Fla-Flu e, mais, do próprio futebol brasileiro, será desta enorme, pungente, feliz experiência humana

Hugh McIlvanney, correspondente do The Observer

O comentário de Mcllvanney para o Jornal do Brasil após um jogo do Campeonato Carioca em 1969 mostra que não precisa ser Rubro Negro ou Tricolor para entender o que significa o “Clássico das Multidões”. Algo que transcende o jogo dentro das quatro linhas.

As raízes do Fla-Flu é diferente de tudo o que já se viu no futebol. Uma história fascinante que justifica a rivalidade entre os dois. Criador e criatura frente a frente. Não há uma criação midiática como tantos outros que vemos por aí, principalmente no futebol mundial.

Não há um Fla melhor que o Flu nem um Flu melhor que o Fla. O Fla-Flu é indivisivel e imprevisível. Como explicar o primeiro clássico da história quando o tricolor mesmo sem seus nove titulares, que haviam formado o clube Rubro Negro, venceu por 3 a 2?

Hoje teremos o prazer de assistir mais um Fla-Flu. Os dois últimos campeões brasileiros voltam a se encontrar em uma semifinal da Taça Rio. Os times que entrarão em campo vivem momentos distintos desde o começo do ano. O Fla sem freio do começo do ano não conseguiu empolgar a torcida até agora. O Flu que parecia morto conseguiu uma classificação heróica para a segunda fase da Libertadores e vem embalado.

O futebol é assim, o que valia ontem não serve para hoje. Nesse domingo de páscoa pode até não ter chocolate, mas que haja a ressureição desse clássico que encanta pessoas do mundo inteiro.

Hoje é dia de Fla-Flu, hoje é dia de alegria!

Vencer ou vencer

 

Já dizia o lema do ilustríssimo Francisco Horta, Presidente do Fluminense na época da Máquina Tricolor de Rivellino, Paulo Cesar e cia; Vencer ou vencer. Ninguém, torcedores ou jogadores, fala de outro resultado diante do Nacional do Uruguai no Estádio Centenário pela Libertadores da América, a não ser a vitória. Em situação complicada nesta primeira fase e com duas partidas a fazer fora de casa, o Fluminense precisa do resultado a qualquer custo.

Depois de renascer na última partida, onde o Tricolor estava perdendo por 2 a 1 para o América do México e virou espetacularmente nos últimos minutos de jogo, a equipe tenta manter vivo o sonho de prosseguir na Libertadores. Sim, é sonho prosseguir na Libertadores depois de um início pífio e ter quase remotas chances de se classificar. Hoje, a situação não é tão ruim quanto estava mas ainda é bastante dificíl.

Nada tão assustador para um time que está preparado(e acostumado) a grandes decisões e muita pressão. Time de Guerreiros que não se dá por vencido e luta até o fim pelos objetivos.  Não importa o quão difícil é ou se os outros acreditam. O que realmente importa é que são guerreiros e tem o apoio dos guerreiros das arquibancadas. A energia que a torcida tem passado, motiva bastante. É hora de lutar pela Libertadores e, como diz a torcida, é hora de guerrear em campo. É hora de ganhar.

DO GRAMADO À AVENIDA

por André Ramos

Se você é torcedor do Flamengo com certeza já cantou “Cobra coral/ Papagaio vintém/ Vesti rubro-negro/ Não tem pra ninguém” nas arquibancadas do Maracanã. Se é vascaíno, já entoou “Vamos vibrar meu povão, é gol, é gol/ A rede vai balançar, vai balançar/ Sou Vasco da Gama, meu bem/ Campeão de terra e mar” durante um jogo em São Januário. O que talvez você não saiba é que esses versos fazem parte de sambas-enredo apresentados pela Estácio de Sá e Unidos da Tijuca em 1995 e 1998, respectivamente. E não deve saber que outros times, como o atual campeão brasileiro Fluminense, também já foram homenageados por agremiações cariocas. Dentre os quatro grandes times do Rio, apenas o Botafogo nunca foi enredo de uma escola de samba. Em compensação, o América, clube  tão querido pelos cariocas, já teve sua história mostrada na Avenida.

Fazer um enredo sobre um clube é, para a escola de samba, uma faca de dois gumes. Por um lado, irá despertar a simpatia dos torcedores do determinado time, fazendo inclusive com que o samba seja sempre lembrado e cantado pela torcida, como foi o caso de Flamengo e Vasco. Por outro lado, imagine um flamenguista que estivesse desfilando pela Tijuca precisando cantar a plenos pulmões que o Vasco é campeão de terra e mar? Complicado… Mas se as rivalidades forem deixadas nos gramados, os enredos relativos ao futebol podem garantir um belo espetáculo e fazer com que o carnaval mexa ainda mais com a paixão dos cariocas. Sem falar que algumas agremiações obtiveram bons resultados ao falar sobre o esporte.

G.R.E.S. ESTÁCIO DE SÁ

nwfestácio95A Estácio de Sá foi a primeira escola a unir futebol e carnaval ao fazer um enredo sobre o Flamengo, em 1995. O samba acabou se tornando um dos mais conhecidos da escola e até hoje é difundido pela imensa torcida rubro-negra. De um ponto de vista técnico, é um dos melhores sambas-enredo sobre clubes, unindo uma boa letra a uma melodia valente, que é praticamente um requisito para o tema. O desfile também foi muito bom, rendendo à Estácio o quinto lugar do grupo Especial.

OUÇA O  SAMBA DE 95 DA ESTÁCIO:


Baixe aqui: http://www.4shared.com/audio/U7e8_6sO/NWF_-_ESTCIO_95.html

Enredo: Uma vez Flamengo…
Compositores: David Correa, Adilson Torres, Déo e Caruso

O céu rasgou
Na noite que reluzia
Um show de estrelas
Brilhou nos olhos
De um novo dia
A poesia
Enfeitada de luar
Encantou o Estácio (a paixão)
Paixão que arde sem parar

É tengo tengo
No meu quengo é só Flamengo
Uh, tererê
Sou Flamengo até morrer

Seis jovens remadores
Fundam o grupo de regatas
Campeão o seu destino (ô)
É ganhar em terra e mar
Fazendo sol
Pode queimar, pode chover
Vou ver Fla-Flu
Fla-Vas vou ver
Diamante Negro, Fio Maravilha
Domingos da Guia, Zizinho, Pavão
Gazela negra
Corre o tempo no olhar
Será que você lembra
Como eu lembro o mundial
Que o Zico foi buscar
Só amor
Na alegria e na dor (ôô)
Parabéns dessa galera
Cem anos de primavera

Cobra coral
Papagaio vintém
Vesti rubro-negro
Não tem pra ninguém

G.R.E.S. UNIDOS DA TIJUCA

nwftijuca98Em 1998, a Unidos da Tijuca homenageou o Vasco da Gama, num enredo que mesclava a história do clube com o navegador português. O samba também é bastante conhecido, sendo sempre cantado pela torcida vascaína. Tem uma melodia bastante empolgante, mas sua letra não é tão elaborada, sobretudo quando fala do clube. O desfile da agremiação tijucana foi péssimo. Acabou em penúltimo lugar no Especial, sendo rebaixada após onze anos consecutivos na elite.

O SAMBA DA UNIDOS DA TIJUCA DE 1999:

Baixe aqui: http://www.4shared.com/audio/JjweG_KW/NWF_-_TIJUCA_98.html

Enredo: De Gama a Vasco, a epopéia da Tijuca
Autores: Adalto Magalha, Serginho do Porto, Márcio Paiva e Adilson Gavião

Através da mão divina (amor)
Naveguei, naveguei
O meu sonho de menino
Quis assim o meu destino
Portugal e toda a Europa encantei
Naveguei
E novos povos encontrei
Por tempestades e lendas eu passei
Para um almirante a coragem é a lei
Por tantos mares viajei
Na Índia, eu então cheguei
Veio o progresso nessa aventura
Descobertas e culturas

É nessa onda que eu vou
O povo vai recordar
Vem com a Unidos da Tijuca festejar

Rio de Janeiro, brasileiro, meu irmão
Sou Vasco da Gama tantas vezes campeão
Quando entra no gramado me alucina
Esse clube da colina, centenário de paixão
Estrela no céu a brilhar
Que faz essa galera delirar

Vamos vibrar meu povão (é gol, é gol)
A rede vai balançar, vai balançar
Sou Vasco da Gama, meu bem
Campeão de terra e mar

G.R.E.S. ACADÊMICOS DA ROCINHA

O tricolor das Laranjeiras foi enredo da Acadêmicos da Rocinha em 2003. Desfilando pelo grupo de Acesso A, a escola também não obteve um bom resultado, ficando com a décima colocação. O samba não é muito conhecido e também não possui muitas qualidades, mas fica o registro da homenagem prestada pela agremiação de São Conrado ao centenário do Fluminense.

OUÇA O SAMBA DA ACADÊMICOS DA ROCINHA DE 2003:


Baixe aqui: http://www.4shared.com/audio/mlZsOMOI/NWF_-_ROCINHA_03.html

Enredo: Nas Asas da Realização, entre Glórias e Tradições, a Rocinha faz a Festa dos 100 Anos de Campeão… Sou Tricolor de Coração!
Compositores: Thiago, Branco, Fabiano, Diego e Rubinho da Locadora

Cruzou no céu a borboleta
Numa fantástica viagem multicor
E veio exaltar na passarela em forma de poesia
O brilhantismo e a tradição do tricolor
Hoje a Rocinha ergue a bandeira do querido pavilhão
E traz Nelson Rodrigues pra essa festa
Dos cem anos de um clube tantas vezes campeão
Vamos lá nação que a hora é essa

Mas que emoção, meu coração incendeia
Sou pó-de-arroz, sou tricolor na veia
Das pistas campeão, das quadras vencedor
Unido e forte pelo esporte com vigor

Na arte, na cultura e no lazer
Seu lema é vencer com uma força sem igual
No salão nobre, festas, bailes que beleza
Recebia a nobreza, um clube social
Na sua história entre títulos e glórias
A Taça Olímpica sua maior vitória
E hoje a torcida comemora o encontro genial
Do samba, futebol e carnaval

Abre seu coração, diga violência não
Vem com a gente se acabar nessa folia
Vem gritar com emoção, são cem anos de paixão
Sou tricolor de coração e sou Rocinha

G.R.E.S. UNIDOS DA PONTE

nwfponte04O América tem muita coisa em comum com a escola da qual foi enredo, a Unidos da Ponte. Ambos são instituições tradicionalíssimas, que fizeram história no passado mas hoje em dia passam por maus momentos. A simpática agremiação de São João de Meriti fez do centenário do América seu enredo para o desfile de 2004. A escola estava no grupo de Acesso B, a terceira divisão do carnaval carioca, o que faz com que o desfile e o próprio samba não tenham tanta divulgação. Mas a obra apresentada pela Ponte é muito gostosa de ouvir e cita vários momentos marcantes da história do clube tijucano. Apesar de não ter subido de grupo, a escola conseguiu uma boa colocação: quinto lugar.

OUÇA O SAMBA DA UNIDOS DA PONTE DE 2004:

http://www.4shared.com/audio/-1iiEwcG/NWF_-_PONTE_04.html
Enredo: Hei de torcer, torcer, torcer… América, 100 anos de paixão
Compositores: Willian Ferreira e Jovaci

Desperta ô, é hora
“Sangue, a cor do nosso coração”
Hei de torcer, torcer, torcer
América, cem anos de paixão
A vibração que vem da arquibancada
Terminou outra jornada
Nosso time é campeão
Do centenário, da Independência
E da Guanabara o primeiro vencedor
Talento, garra, fibra e competência
Dos craques que a Copa nos vingou

Na arte do jogo
Em campo o show
Tem bola na rede
Tem grito de gol

Lamartine fez a obra-prima
O hino que orgulha quando ecoa
Tremulando o pavilhão
Ilustres torcedores dominados de emoção
A sede da Tijuca foi um marco social
Glórias e conquistas no esporte amador
Rei Momo domina a cidade
E o “Baile do Diabo” começou

Hoje a Ponte é Baixada
Pelo América torcer
Vem Brasinha, apaga a vela
Esta festa é pra você

G.R.E.S. TRADIÇÃO

nwftradicao03E não é só nas homenagens a clubes que o futebol esteve presente no carnaval. O jogador Ronaldo, que recentemente encerrou sua carreira, também já foi enredo. Em 2003, a Tradição fez do craque o tema de seu desfile, motivada pela conquista brasileira da Copa do Mundo no ano anterior. Apesar da justa homenagem, o samba da escola é considerado um dos piores da história do carnaval carioca. Tendo se tornado uma obra quase folclórica entre os sambistas. A verdade é que é um sambinha bem simpático, que pode não ser bom tecnicamente mas que gruda no ouvido. A Tradição, por não ser uma escola de muitos recursos, não fez um desfile qualificado e acabou na penúltima posição do grupo Especial, a um passo do rebaixamento.

OUÇA O SAMBA DA TRADIÇÃO DE 2003:

Baixe aqui: http://www.4shared.com/audio/h3nLFjDq/NWF_-_TRADIO_03.html

Enredo: O Brasil é penta, R é 9 – O fenômeno iluminado
Compositores: Lourenço e Adalto Magalha

É fantástico, ser brasileiro
Com muito orgulho, muita paz e muito amor (ôôô)
E o globo vai girando, a gente fazendo história
E vitórias conquistando
Quando Deus criou a Terra, nos deu a luz do sol
Também fez nosso Brasil, o país do futebol
Começou lá na Suécia, a segunda vez no Chile
A alegria da nação, ai que paixão
E no solo mexicano, depois no americano
Foi aquela emoção, pro meu povão
Se formou uma família, uma grande seleção
Foi aquele show de bola, na Coréia e no Japão

Ai ai ai, oh, vida me leva
Ai ai ai, deixa a vida me levar
Ai ai ai, eu tô nessa festa
Eu quero mais é festejar

O Ronaldo iluminado, dono da camisa nove
Nasceu em Bento Ribeiro, no Rio de Janeiro
Um menino inspirado, pelo mundo consagrado
O fenômeno brasileiro
Da bola que era um brinquedo
Dadado fez seu reinado
Destino não tem segredo
Já veio nele traçado
Um guerreiro abençoado, nos campos que jogou
Ninguém pode duvidar, ele tem cheiro de gol

É bola na rede
A nossa Tradição
É bola na rede
É pentacampeão

G.R.E.S. BEIJA-FLOR

nwfbeija86Como um todo, o futebol também já passou pela Avenida num dos desfiles mais emocionantes da Sapucaí. Em 1986, a Beija-Flor fez um desfile que é lembrado até hoje devido ao temporal que a escola enfrentou na hora de sua apresentação. Mesmo com água até o joelho, os componentes mantiveram a garra e fizeram com que, mesmo com fantasias e alegorias encharcadas, a escola conseguisse o vice-campeonato do grupo Especial. O samba é um dos mais conhecidos da escola. É bem leve e compacto, completamente diferente do atual estilo da escola.

OUÇA O SAMBA DA BEIJA-FLOR DE 1986:

Baixe aqui: http://www.4shared.com/audio/DDvme_MP/NWF_-_BEIJA-FLOR_86.html

Enredo: O mundo é uma bola
Autores: Betinho e Jorge Canuto

Brasil, Brasil, Brasil, oi
Canta forte e explode de alegria
O mundo é uma bola
Girando, girando
Em plena euforia
Elando a corrente
Pra frente, pra frente
E a vitória conquistar
Com os heróis da nossa seleção
Vibrantes com o grito popular

Tudo em cima novamente
Sobrevoando a passarela
Que beleza a Beija-Flor
Sacudindo esta galera

Do Oiapoque ao Arroio Chuí
Tem folclore, tem mandinga
Oh, torcida campeã

O meu Rio de Janeiro
O ano inteiro é samba e Maracanã

Se esta profusão de cores
Sensibiliza o visual
A arte é jogar bola
Vai na Copa e faz um carnaval (é milenar…)

É milenar
A invenção do futebol
Fez o artista
Ter um sonho triunfal

O mundo é mesmo uma bola, como cantou a Beija-Flor. E o futebol é pro mundo muito mais do que um simples esporte, estando profundamente relacionado à história de vida de muitas pessoas. Aliás, muitas pessoas tem no esporte a sua própria vida. É, como diz o samba da Vila Isabel de 1988, um “evento que congraça gente de todas as raças numa mesma emoção”. Assim como o carnaval, onde o futebol está sempre presente nem que seja numa fantasia ou numa estrofe de samba-enredo. Seja nos gramados ou nas passarelas, no Maracanã ou na Sapucaí, o toque de bola será sempre nossa escola, nossa maior tradição, fazendo o coração bater a mil.

*Para muitos Carnaval e Futebol não possuem ligação. E é pra desmentir essa afirmação que convidei André Ramos para o especial de Carnaval do NEWSFUT! Torcedor do Flamengo, ABC por adoção, encantado pela Costa do Marfim e profundo conhecedor do Carnaval, não haveria ninguém melhor para utilizar esse espaço. Não posso esquecer: André é criador do blog Carnaval de Avenida, Beija-Flor de coração, Imperatriz por amizade e Vila Isabel por obrigação (pelo menos nesse carnaval).

Terminando de escrever uma história chamada Libertadores

 

Desta foto, de campeão brasileiro, é tirada a inspiração do Fluminense para a briga pelo título da Libertadores da América 2011. É desta forma que todos os tricolores querem, sonham e planejam terminar a competição continental. E hoje começa essa luta por este sonho contra o Argentinos Juniors. Grupo, que muitos dizem ser o ‘Grupo da Morte’, que ainda conta com América do México e Nacional do Uruguai.

Depois da frustração da fatídica final da Libertadores 2008, onde o Fluminense foi derrotado pela LDU do Equador, vieram o susto do rebaixamento no Campeonato Brasileiro em 2008, o vice da Copa Sul-Americana novamente contra a LDU em 2009 e o pesadelo do campeonato nacional de novo em 2009, com direito à uma arrancada sensacional do ‘Time de Guerreiros’ que livrou o clube da queda.

A volta por cima de todas essas tristezas e insucessos, veio no Campeonato Brasileiro 2010, quando levantou a taça. Com muita raça, vontade, qualidade do elenco e magia de Dario Conca e Muricy, a redenção aconteceu. Mas ninguém pensa em parar por ai. Nem torcedores, nem jogadores. Ainda tem uma conta a acertar. Exatamente com aquela tal de Libertadores…

O título em 2008 ficou muito próximo. Sendo derrotado nos pênaltis(com direito aos três cobradores oficiais – Conca, Washington e Thiago Neves – perdendo pênalti depois dos 120 minutos de partida), depois de estar perdendo por 3 gols de diferença e um tal de Thiago Neves empatar, sozinho, fazendo os 3 gols, a final contra a LDU. Depois de ter eliminado o Boca Juniors, coisa que um time brasileiro não fazia havia mais de 40 anos. Depois de uma batalha épica contra o São Paulo, decidido com um gol de Washington aos 48 minutos do segundo tempo. Depois de ter feito a melhor campanha da competição na primeira fase mesmo estando em outro ‘Grupo da Morte’ com a mesma LDU, Arsenal- então campeão da Copa Sul-Americana 2007 – e o Libertad – campeão paraguaio.

O roteiro era de campeão mas não foi. Aconteceu quase tudo. Gols memoráveis, festas inesquecíveis da torcida no Maracanã e vitórias épicas. Tudo isso passou. Agora falta uma última coisa e a mais importante: o título.