Saudades…

alemanha-campea-taca-wilton-junior-estadao-13072014-627x353Hoje foi um domingo diferente. Não era pra menos. 13 de julho de 2014: final da Copa do Mundo entre Alemanha e Argentina, no Maracanã. Lembrei de um velho amigo que nos deixou em dezembro de 2012, aos 95 anos, levando junto todas as histórias que me faziam viajar pelo tempo: meu velho e querido avô. Veio a saudade dos dias em que sentávamos na porta da casa de praia da minha tia em Coroa Grande e lá conversávamos, observando a vida passar. Eu deveria ter pouco mais de 11 anos.

O ano de uma das resenhas era 1950. O dia, 16 de julho: Final da Copa do Mundo entre Brasil e Uruguai. Dono de um bar na região do Maracanã, meu avô tinha tanta certeza da vitória brasileira que já tinha deixado tudo preparado um dia antes do grande dia. Porém, quiseram os Deuses do futebol que tudo fosse diferente naquele dia. O Maracanã conheceu o silêncio mais ensurdecedor da história após o gol de Ghiggia. A incredulidade era tamanha que essa ausência de barulho se alastrou pelas ruas após a derrota e a consequente perda do título mundial. Nas ruas, as pessoas seguiam em uma verdadeira marcha fúnebre. E lá, no meio do caminho, estava o bar do meu avô amargando um prejuízo inestimável. O tempo havia parado. A partida dos sonhos dos brasileiros tornava-se a maior tragédias de Copas do Mundo.

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Eu percebia a frieza do meu avô ao me contar a história, mas era novo demais para ter a verdadeira dimensão daquele sofrimento de décadas antes do meu nascimento. Pois ao longo do tempo fui percebendo que não era bem assim. Lá no fundo, meu velho amigo mantinha vivo um sentimento de tristeza, cicatrizado com as marcas do tempo na memória. Não tinha sido apenas a perda de um título, era um orgulho ferido de toda uma nação, que não teve forças para fazer escândalos, que chorou em silêncio. Outrora ídolos, jogadores foram condenados a uma prisão perpétua.

64 anos depois…

O Brasil voltou a disputar uma Copa do Mundo em casa em 2014. O time sempre esteve longe de ser uma unanimidade, mas chegava credenciado como favorito por, além de estar jogando em seu próprio território, ter conquistado a Copa das Confederações em 2013. Além do fantasma uruguaio de 50, o país lidava com a desconfiança em relação à infraestrutura para receber os turistas. Trinta dias depois o povo mostrou que o “jeitinho brasileiro” não era apenas uma lenda e realizou a Copa das Copas. Sim, o povo. Essa Copa do Mundo só foi um sucesso devido ao calor humano e a receptividade do brasileiro. não acreditemos nas propagandas políticas.

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Dentro de campo a seleção brasileira decepcionou mais uma vez. Desta vez meu querido avô não estava aqui para assistir a tal vergonha. Ainda bem, pois não merecia sofrer novamente. Ele estava longe de ser um torcedor apaixonado ou fanático pelo Brasil, o Vasco despertava muito mais seu interesse, mas tenho certeza que se fosse vivo e tivesse assistido ao vexame diante da Alemanha ao meu lado, ao final do jogo me olharia, daria aquele sorriso sem graça e diria: “É, meu neto, não deu”. Sem sentimento de dor, tristeza ou lágrimas nos olhos, apenas com seu jeito sereno. Afinal, ele já havia vivido 1950.

Que saudades daquelas resenhas com meu avô nos finais das tardes nas minhas férias. Saudades de suas histórias que me faziam voltar ao tempo sem nem mesmo tê-lo vivido. Que saudade irei sentir dessa Copa do Mundo, a Copa das Copas, a melhor de todos os tempos, aquela que ninguém irá esquecer, que nem mesmo a humilhação sofrida pela nossa seleção para os futuros campeões irá conseguir apagar seu brilho.

Não, a Copa de 2014 nem de longe lembrou a tristeza da de 1950, não apagou a derrota para o Uruguai na final que nos tirou o primeiro título. Construímos uma nova história, mas não ganhamos um novo fantasma. Que dessa vez repitamos o passado, aprendamos com nossos erros e voltamos a levantar a taça de campeão mundial novamente. Que venha 2018, que venha a Copa do Mundo da Rússia.

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Obrigado, Alemanha. Obrigado, Argentina. Obrigado, brasileiro por terem feita dessa Copa um evento inesquecível para o mundo inteiro. Obrigado, vô, por mesmo sem saber ter me ensinado tanto com aquelas nossas resenhas.

Dejà vu

A maldição dos 100 anos. Esse seria um bom título para um filme sobre os centenários Rubro Negro. No ano em que o futebol do Flamengo completa 100 anos, os torcedores assistem ao remake de 1995, ano do centenário do clube de regatas. Os personagens são praticamente os mesmos: técnico Vanderlei Luxemburgo como vilão, a estrela do time como mocinho (Romário-95 e Ronaldinho-12), elenco como atores coadjuvantes, diretoria na figuração, torcedores no papel de palhaço, direção e roteiro por parte da imprensa.

O enredo da história que parece ter seu fim em 2012, iniciou-se em 2011 e é o mesmo de 1995. O Flamengo monta um grande time, traz um jogador que já foi eleito melhor do Mundo pela FIFA, faz uma mega festa na Gávea, Luxemburgo se mostra animado em trabalhar com grandes jogadores, ganha a Taça Guanabara, ilude a torcida, mas aos poucos o caldo vai entornando. A perda do título carioca em 95 que foi o estopim para o fim da relação entre Luxa e Romário não se repetiu em 2011. O título invicto deu sobrevida ao relacionamento que parecia ser o melhor possível, os fantasmas de uma crise entre jogador e técnico tinham ficado no passado, todos acreditavam na mudança de Vanderlei. Porém, de acordo com o roteiro escrito pela imprensa, diversos episódios foram minando a relação R10-Luxemburgo, como as seguidas noitadas do craque, a falta de empenho em treinos, atraso de salários, novela Traffic, mulheres na concentração e principalmente a falta de apoio da diretoria.

No elenco o discurso é sempre o mesmo, reconhecem o clima pesado, afirmam que o maior prejudicado é o clube. Alguns tomam partido pelo técnico, outros ficam do lado do craque e tem os que preferem pular fora do barco. Fazendo figuração a diretoria se reúne, discute o futuro e no final só diz que está tudo certo. Diferente de Romário, Ronaldinho prefere seguir calado em meio a toda polêmica, mas sem deixar de seguir o roteiro e fingir que está tudo bem e que o relacionamento com o técnico é bom. Cenas como o abraço entre Luxemburgo e Ronaldinho em Sucre, na Bolívia e um problema de saúde para faltar ao treino são importantes para deixar a dúvida na cabeça do espectador. Enquanto isso tudo acontece, o disse-me-disse vai ajudando o torcedor a exercer da melhor forma o papel de palhaço.

Se quem está certo é o Luxemburgo ou o Ronaldinho, isso pouco importa para torcida, que no momento só não quer ver o drama Rubro Negro se transformar em uma comédia ainda mais engraçada para a torcida adversária com uma eliminação para o Real Potosí, na pré-Libertadores. O roteiro sobre a indefinição do futuro de Luxemburgo e Ronaldinho já está pronto e dificilmente o resultado na Bolívia irá influenciar em algo. Portanto, até os créditos subirem a torcida mantém a esperança em um final feliz para o Flamengo, diferente do ocorrido em 1995.

SANTOS X FLAMENGO: HISTÓRICO

Uma verdadeira ode ao futebol aconteceu no dia 27 de Julho de 2011. Palavras não são capazes de descrever o que aconteceu naquele dia. Santos x Flamengo, um duelo para guardar na memória:



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Império de Loucos

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A torcida do Flamengo bem que tentou, mas não conseguiu convencer o técnico Vanderlei Luxemburgo sobre a contratação de Adriano. Sem ter nada a ver com isso, o Corinthians adiantou-se e acertou com o jogador nessa sexta-feira. O Imperador será do Timão até o fim de 2012 (pelo menos no contrato).

Alívio para uns, decepção para outros. A ida de Adriano para o Timão ainda é cercada de ‘Se’. Caso volte a apresentar o futebol que o fez herói do título brasileiro de 2009, Luxa terá que conviver com sua sombra na Gávea e muito dificilmente suportará a pressão de uma sequência de resultados negativos. Agora, se for o Adriano da Roma, o técnico Rubro Negro sairá por cima e como dizia o velho Lobo Zagallo: A torcida vai ter que engolir.

O que o torcedor Rubro Negra não pode negar é que os resultados têm aparecido e não adianta vir com o argumento de que é estadual e o nível é baixo. Assim como é fraco para o Fla, é fraco para os demais. Mesmo sem um centroavante de ofício o time se mantém invicto. Além disso, o clima entre os jogadores é o melhor possível. Ronaldinho tem dado uma lição a todos que duvidaram do seu comportamento fora de campo. E a vinda de Adriano poderia sim afetar o bom clima do elenco. Não faltam histórias de sua última passagem. Faltas, atrasos, dispensa de jogos, contusões com explicações bem duvidosas. Como diz o ditado, basta uma laranja podre para contaminar todas do cesto.

Discussões a parte, a torcida do Fla precisa entender que ninguém é obrigado trabalhar com quem não deseja. Luxemburgo sabe do potencial de Adriano, tem noção da identificação do jogador com o clube, mas também entende que o melhor para o elenco Rubro Negro é se manter longe de polêmicas. Polêmicas essas que custaram um ano sem título ao clube. O jogador já mostrou que não pretende mudar sua conduta e o clube também não precisa esperar sua boa vontade para jogar e treinar.

Luxemburgo, Corinthians, Adriano ou Flamengo, só o tempo dirá quem estava certo. Discussões agora são sem fundamentos e só geram crises que podem ser evitadas . Adriano é do Timão e Luxa é do Flamengo. Quem não aceitar, a única solução é mudar de time. Verdadeiro torcedor apoia independentemente de jogador ou técnico. O clube é maior que tudo isso.

Toda paixão tem uma história

por Editora Águia Dourada

Hoje, o Flamengo tem Ronaldinho Gaúcho e mais de 35 milhões de torcedores. Mas você sabe como foi o começo dessa história?

O livro “Uma viagem a 1912: surge o futebol do Flamengo”, de Marcelo Abinader e publicado pela Editora Águia Dourada, conta detalhes do surgimento do futebol do maior time do mundo.

É oferecido ao leitor um relato detalhado dos jogos, os motivos para o crescimento do time e um paralelo muito interessante com os fatos marcantes que estavam acontecendo no Brasil. Assim, é possível vivenciar aquela época e descobrir todos os dados e curiosidades que fizeram o Flamengo ser o que é hoje.

São abordadas histórias como a do começo da rivalidade com o Fluminense (quase todo o time do Flamengo era formado por jogadores saídos do tricolor) e diversas outras que o torcedor rubro-negro vai adorar conhecer.

Quem é apaixonado pelo Flamengo não pode deixar de conhecer o surgimento de sua paixão.

Não percam a próxima livecast do @Urubuzada (segunda, 07/02, às 22h) e acompanhem também a @ediaguiadourada para participar de sorteios do livro.

Ronaldinho Gaúcho é do Flamengo

O Flamengo é o FLAMENGO!”

Atualizado em 12/01/2011 18h04

Ronaldinho Gaúcho é oficialmente jogador do Flamengo.

A novela que durou duas semanas chegou ao fim. Na noite dessa quarta-feira, 10, Ronaldinho acertou seus últimos detalhes com o Flamengo e, como já haviam adiantado Fabio Azevedo e Claudio Perrout, assinou um contrato com o clube até a Copa de 2014. O jogador receberá cerca de R$ 1,3 milhão por mês, além da bonificação por conquista e campanhas publicitárias. Seu salário será pago por um pool de empresas, entre as principais estão a Traffic e a futura patrocinadora que irá substituir a Batavo no uniforme Rubro Negro.  Essa é a maior contratação do clube após a vinda de Romário, em 1995, recém eleito melhor jogador do Mundo pela FIFA.

Alguns torcedores e muitos rivais veem a carreira do craque em decadência e não acreditam no sucesso dele no Flamengo. Porém, o retrospecto da volta de craques mostra justamente o contrário. Adriano, Fred, Robinho e Ronaldo são os melhores exemplos. Os quatro estiveram no fracasso da COpa do Mundo de 2006 e voltaram ao futebol brasileiro. Todos enfrentaram certa desconfiança, mas conseguiram conquistar algum título importante e tornaram-se ídolos nos clubes. Fred e o Imperador faturaram o Brasileirão, já Ronaldo e Robinho ganharam uma Copa do Brasil. Será que algum Rubro Negro, Tricolor, Santista ou Corintiano se arrepende da vinda de algum desses jogadores?

Assim deverá ser com Ronaldinho Gaúcho que, inclusive, já se tornou ídolo da massa Rubro Negra. O craque pode não ter rendido o esperado nesses últimos anos, mas ainda está muito acima do nível do futebol brasileiro. Ronaldo com todo seu peso faz uma grande diferença no Timão, as ausências de Fred são claramente sentidas no Flu e a ida de Adriano para a Itália mostrou a dependência Rubro Negra de um jogador do seu nível.

Quando se contrata um jogador do nível do Ronaldinho, não há como querer avaliar apenas seu desempenho dentro de campo. Ele é muito mais que um jogador, é uma instituição, assim como Ronaldo no Corinthians. Visibilidade, fortalecimento da marca, maiores ganhos em bilheteria, confiança no mercado, são alguns dos benefícios trazidos pelo craque. E não é só o Flamengo que será beneficiado com essa contratação, todo futebol brasileiro sai ganhando, pois estimula os clubes a buscarem outros craques. Com esse regresso o nível do Campeonato Brasileiro só tende a aumentar.

Os primeiros efeitos da vinda de Ronaldinho já podem ser sentidos na imprensa nacional e internacional. O clube passa a ter uma marca ainda mais forte da que já possui e o marketing precisa saber aproveitar ao máximo isso. Veja abaixo como foi a repercussão nos principais sites esportivos do Mundo:

Espanha

MARCA – http://migre.me/3zfi5

Diário AS – http://migre.me/3zfjT

Itália

La Gazetta dello Sport – http://migre.me/3zfmn

Corriere dello Sport – http://migre.me/3zgNK

Portugal

A Bola – http://migre.me/3zfAo

Record – http://migre.me/3zgm5

França

Le Equipe – http://migre.me/3zfqw

Inglaterra

The Sun – http://migre.me/3zgYP

Argentina

Olé – http://migre.me/3zg6N

Com o jogador jogando o que sabe e a torcida abraçando o projeto, a parceria Fla/R10 tem tudo para dar certo.

Bem-vindo ao Flamengo, Ronaldinho!

Fluminense, enfim, é campeão brasileiro.

Foi difícil, foi sofrido e árduo como sempre. É um tal de gol no início e segurar pelo resto do jogo para sagrar-se campeão.  Ou sofre por quase todo o jogo e ao final saiu o gol salvador. Não tem jeito, com o Fluminense é assim. E ontem não poderia ser diferente. Sempre demora demais. Foram 26 anos de espera pelo título brasileiro. Uma batalha de 21 horas desse humilde blogueiro na fila para compra de ingresso nas Laranjeiras para o confronto final, compra que não foi consumada infelizmente. Mas o tempo que mais demorou a passar foram os dois tempos de jogo. Acabou, o Fluminense é campeão brasileiro de 2010.

Título este, que começou a ser construído pelo atual técnico vice-campeão pelo Cruzeiro, Cuca, então treinador do Fluminense. Fez com que o time tivesse brio para lutar e fosse guerreiro porque nada estava perdido, por mais que os matemáticos quase cravassem o contrário. Passou pelos jogadores em quem ele confiou a missão de salvar o time do rebaixamento no Brasileiro 2009, que formaram o ‘Time de Guerreiros’. Passa por Fred, líder e motivador do grupo. Pelas estrelas contratadas que contribuíram. Por Conca, o dono, o ídolo, o príncipe, o Rei do Fluminense. Se completa por esta torcida, a melhor e mais bonita. Ela que não abandonou o time. Faz festa e não é só isso. Contagia. É o combustível, a energia que move o time. Por vezes, humilhada como se fosse a pior das torcidas por sua diretoria, que não sabe reconhecer que é o maior patrimônio do clube. Passa por Muricy, técnico reconhecidamente vitorioso, contratado para levar o time, ao menos, à Libertadores. Mas que levou ao fim do jejum de 26 anos, saindo melhor que a encomenda.

E termina no Doutor Celso Barros, presidente da patrocinadora do clube, Unimed. Fluminense largado na Terceira Divisão, eis que surge o patrocínio. De degrau em degrau, ele acreditou e apoiou o Tricolor. Aos poucos foi fazendo parte da história do clube. Saímos do caos e voltamos à elite do futebol nacional. Ganhamos o título estadual, grandes jogadores foram contratados. O investimento do patrocinador só aumentou e chegou ao posto de maior patrocínio do país. Hoje temos Conca, Fred, Deco e Emerson no time. Temos o melhor técnico do Brasil, Muricy Ramalho e que nos proporcionou a alegria de gritarmos “É campeão”. Jogadores excepcionais e o melhor treinador. Isso só é possível graças ao esforço da Unimed. Ontem o grito de campeão brasileiro ecoou depois de 26 anos e o Engenhão teve a sua primeira grande festa. Teve o seu primeiro título decidido lá. Depois das decepções na Libertadores e Sul-Americana, o time conquistou o Brasil. E agora Fluminense terá mais uma chance de conquistar também a América.

PARABÉNS FLUMINENSE PELA CONQUISTA DO CAMPEONATO BRASILEIRO 2010!