100 ANOS DE NELSON RODRIGUES

Há quase seis anos, dois alunos do Colégio Pedro II decidiam fazer um blog. Um tricolor e outro Rubro Negro. Em comum a admiração por Nelson Rodrigues. Hoje, no dia em que completaria 100 anos, não poderíamos deixar essa data passar em branco. Quantas vezes não pedimos licença para utilizar uma frase desse gênio da dramaturgia brasileira e assim dar um pouco mais de emoção ao texto. Até uma entrevista póstuma realizamos (a qual considero um dos melhores post desse blog).

Nelson Rodrigues nos ensinou a ver o futebol não como uma guerra, mas sim como um espetáculo no qual o personagem principal, os coadjuvantes, o mocinho e o vilão são escolhidos após os 90 minutos. Nelson nos mostrou o verdadeiro significado da rivalidade. Ser rival não é odiar o outro time ou o torcedor adversário, é saber conviver com quem pensa diferente. Nelson não tinha vergonha de admirar a torcida Rubro Negra, a grandeza vascaína, os craques botafoguenses. E isso não o fazia menos tricolor. O Fluminense tinha lugar especial em seu coração.

Sim, quando falamos em tricolor nesse blog, sempre nos referimos ao Fluminense. Como diria nosso ídolo, os outros são apenas times de três cores.

O gênio centenário hoje não está mais entre nós, mas sua memória está viva em cada crônicas, peças e livros. Nelson Rodrigues faz falta ao jornalismo, à dramaturgia, à vida. Poucas pessoas conseguiram enxerga-lá tão bem e Nelson foi um deles. Obrigado por não ter sido mais um desses idiotas da objetividade, por mostrar que o jornalismo também é feito de sentimentos.

Abaixo segue a entrevista póstuma feita pelo blog feita em 2010:

Inspiração dos idealizadores do blog, Nelson Rodrigues finalmente tornou-se o tema principal de um de nossos posts.

Um dos grandes responsáveis, ao lado do irmão Mário Filho, por umas das maiores rivalidades do futebol brasileiro, quiçá Mundial, Nelson Rodrigues expressou todo seu amor pelo clube das Laranjeiras, revelou uma admiração pelo Rubro Negro, mas sem deixar a gozação de torcedor de lado, em entrevista póstuma exclusiva concedida ao NEWSFUT! no dia em que completou 30 anos de sua morte.

NEWSFUT!: Para qual time você torce?

Nelson Rodrigues: ‘Sou tricolor, sempre fui tricolor. Eu diria que já era Fluminense em vidas passadas, muito antes da presente encarnação’

N!: Por que você escolheu torcer para o Flu?

N.R.: ‘Ser tricolor não é uma questão de gosto ou opção, mas um acontecimento de fundo metafísico, um arranjo cósmico ao qual não se pode – e nem se deseja – fugir’

N!: Tricolor existe muitos. Bahia, Grêmio, São Paulo…

N.R.: ‘O Fluminense é o único time tricolor do mundo. O resto são só times de três cores’

N!: Você torceria para o Flamengo?

N.R.‘Cada brasileiro, vivo ou morto já foi Flamengo por um instante, por um dia’

N!: Por isso o Fla tem a maior torcida do Mundo?

N.R.‘O Flamengo tem mais torcida, o Fluminense tem mais gente!’

N!: O que te chama a atenção na torcida do Flu?

N.R.: Uma torcida não vale a pena pela sua expressão numérica. Ela vive e influi no destino das batalhas pela força do sentimento. E a torcida tricolor leva um imperecível estandarte de paixão’

N!: Qual a diferença entre a torcida do Fla e Flu?

N.R.: ‘Pode-se identificar um Tricolor entre milhares, entre milhões. Ele se destingue dos demais por uma irradiação específica e deslumbradora’

N!: Com o Maracanã fechado, onde é o melhor lugar para o Flu mandar seus jogos?

N.R.: ‘Se o Fluminense jogasse no céu, eu morreria para vê-lo jogar’

N!: Depois de ter caído para série C do Brasileirão, o Flu ainda pode ser considerado um time grande?

N.R.: ‘Grandes são os outros, o Fluminense é enorme’

N!: Qual o melhor time do mundo?

N.R.: ‘Eu vos digo que o melhor time é o Fluminense. E podem me dizer que os fatos provam o contrário, que eu vos respondo: pior para os fatos’

N!: O que você prevê para o Flu em 2011?

N.R.‘Se quereis saber o futuro do Fluminense, olhai para o seu passado. A história tricolor traduz a predestinação para a glória’

Ensaio sobre a cegueira Rubro Negra

A implicância da torcida do Flamengo com Ronaldinho Gaúcho tem a impedido cada vez mais de enxergar os outros problemas que influenciam de forma direta os resultados. Contra o Internacional, a mesma torcida que cobrou mais respeito de Ronaldinho com a camisa do clube, foi a que o ovacionou após o gol de pênalti e o vaiou ao ser substituído no segundo tempo. E assim vem sendo durante esse um ano e meio em que o jogador está no clube. O jogador acerta um lançamento vira melhor do mundo, perde uma bola e merece sair do clube.

E foi justamente uma bola perdida no meio do campo que na sequência resultou no gol de empate do time colorado, que desencadeou a reação exaltada da torcida na saída do camisa 10 no segundo tempo. Um contra-ataque que não representaria qualquer perigo caso o time tivesse uma defesa sólida e que não se afobasse, já que na hora do chute do Dátolo o  tinham cinco jogadores da defesa do Fla contra três do ataque do Inter. Nada teria acontecido caso Ibson lembrasse que nunca se dá um bote de primeira da forma como ele fez. O mesmo Ibson que dominou de forma errada a bola proporcionando o contra-ataque no primeiro gol do Inter. O mesmo Ibson que perdeu dois gols na cara do goleiro que poderiam ter mudado a história do jogo ainda no primeiro tempo. Mas Ibson é uma cria da base, chegou com status de grande contratação do ano, estava fazendo sua reestreia pelo clube do coração e mostrou uma vontade ainda não vista em outras ocasiões no elenco Rubro Negro e por isso foi poupado pela exigente torcida.

Só que Ronaldinho não joga sozinho, ele é obrigado a jogar ao lado de uma zaga que só sabe sair jogando na base do chutão para frente. Durante os 90 minutos nem González nem Wellinton conseguiram sair jogando com a bola no chão e quando tentavam era um deus nos acuda. Ronaldinho também é treinado por um técnico que merece respeito por sua história no futebol, mas já indica desgaste com grupo e mostra-se totalmente perdido. Primeiro errou ao trocar o melhor marcador do time, Aírton, por um jogador que ainda não tem entrosamento com o time, Amaral. Depois erro em dose dupla, time empatando e ao invés de colocar o time para o ataque e buscar a vitória, preferiu trocar Ronaldinho por Deivid e tirar Luiz Antônio e colocar Renato. O time virou um bando. Deivid e Love isolados na frente sem ter quem os entregassem as bolas eram obrigados a voltar e facilitavam o trabalho da defesa colorada. Enquanto isso, a defesa Rubro Negra tomava pressão nos contra-ataques. Ronaldinho também joga em um time que não estuda o adversário, trabalho de responsabilidade da comissão técnica. Caso o estudasse não tentariam tantos lançamentos para o isolado Vagner Love no meio de dois zagueiros altos.

Enquanto a torcida não abrir os olhos para os verdadeiros problemas Rubro Nego e continuar achando que a solução para tudo é a saída do camisa 10, o clube continuará os envergonhando durante essa temporada. Ronaldinho tem sim sua parcela de culpa, mas como diz o ditado: ruim com ele, pior sem ele.

 

Dejà vu

A maldição dos 100 anos. Esse seria um bom título para um filme sobre os centenários Rubro Negro. No ano em que o futebol do Flamengo completa 100 anos, os torcedores assistem ao remake de 1995, ano do centenário do clube de regatas. Os personagens são praticamente os mesmos: técnico Vanderlei Luxemburgo como vilão, a estrela do time como mocinho (Romário-95 e Ronaldinho-12), elenco como atores coadjuvantes, diretoria na figuração, torcedores no papel de palhaço, direção e roteiro por parte da imprensa.

O enredo da história que parece ter seu fim em 2012, iniciou-se em 2011 e é o mesmo de 1995. O Flamengo monta um grande time, traz um jogador que já foi eleito melhor do Mundo pela FIFA, faz uma mega festa na Gávea, Luxemburgo se mostra animado em trabalhar com grandes jogadores, ganha a Taça Guanabara, ilude a torcida, mas aos poucos o caldo vai entornando. A perda do título carioca em 95 que foi o estopim para o fim da relação entre Luxa e Romário não se repetiu em 2011. O título invicto deu sobrevida ao relacionamento que parecia ser o melhor possível, os fantasmas de uma crise entre jogador e técnico tinham ficado no passado, todos acreditavam na mudança de Vanderlei. Porém, de acordo com o roteiro escrito pela imprensa, diversos episódios foram minando a relação R10-Luxemburgo, como as seguidas noitadas do craque, a falta de empenho em treinos, atraso de salários, novela Traffic, mulheres na concentração e principalmente a falta de apoio da diretoria.

No elenco o discurso é sempre o mesmo, reconhecem o clima pesado, afirmam que o maior prejudicado é o clube. Alguns tomam partido pelo técnico, outros ficam do lado do craque e tem os que preferem pular fora do barco. Fazendo figuração a diretoria se reúne, discute o futuro e no final só diz que está tudo certo. Diferente de Romário, Ronaldinho prefere seguir calado em meio a toda polêmica, mas sem deixar de seguir o roteiro e fingir que está tudo bem e que o relacionamento com o técnico é bom. Cenas como o abraço entre Luxemburgo e Ronaldinho em Sucre, na Bolívia e um problema de saúde para faltar ao treino são importantes para deixar a dúvida na cabeça do espectador. Enquanto isso tudo acontece, o disse-me-disse vai ajudando o torcedor a exercer da melhor forma o papel de palhaço.

Se quem está certo é o Luxemburgo ou o Ronaldinho, isso pouco importa para torcida, que no momento só não quer ver o drama Rubro Negro se transformar em uma comédia ainda mais engraçada para a torcida adversária com uma eliminação para o Real Potosí, na pré-Libertadores. O roteiro sobre a indefinição do futuro de Luxemburgo e Ronaldinho já está pronto e dificilmente o resultado na Bolívia irá influenciar em algo. Portanto, até os créditos subirem a torcida mantém a esperança em um final feliz para o Flamengo, diferente do ocorrido em 1995.

CORINTHIANS CAMPEÃO BRASILEIRO

Reprodução: Revista Placar

Reprodução: Revista Placar

Quero morrer em um domingo e com o Corinthians campeão” Sócrates – 1983

E foi feita a sua vontade. Após empatar em 0 a 0 com o Palmeiras, no Pacaembu, o Corinthians sagrou-se pentacampeão brasileiro. A maior de todas as homenagens que o clube poderia prestar ao seu ídolo que morreu, nesta madrugada, em consequência de um choque séptico sofrido na quinta-feira.

Durante a semana muito se questionou a aproximação repentina de Andrés Sanches, presidente do Alvinegro, e Ronaldo Fenômeno com a CBF. A cereja no bolo para que torcedores e “comentarista” pudessem afirmar com absoluta certeza que o clube paulista é favorecido pela entidade. Pura bobagem. Torcedor algum gosta de ver seu time (sempre o melhor do mundo) perder e por isso prefere tentar buscar desculpas a ter que analisar erros cometidos no passado e que acabaram culminando em perda de pontos importantes que fizeram falta nesse final.

É compreensível o sentimento vitorioso que o torcedor vascaíno está sentindo hoje. Afinal foram os que mais sofreram durante o ano. Primeiro com a dificuldade encontrada pelo time para vencer a primeira partida no ano e depois com a perda do técnico Ricardo Gomes, que teve que se afastar após sofrer um AVC durante a partida contra o Flamengo, válida pelo primeiro turno do Brasileiro. O que é incompreensível é a onda de teorias conspirativas que alguns vascaínos resolveram adotar nesse fim de campeonato (e engrossada por torcedores de outros times cariocas em um bairrismo disfarçado de um movimento em prol do futebol carioca).

Pois bem, vamos aos números.

O Corinthians liderou o Campeonato Brasileiro de 2011 durante 27 rodadas, o que representa 71% da competição. Terminou o primeiro turno na liderança e o segundo atrás apenas do Fluminense.  Teve a melhor defesa (orgulho para o estilo gaúcho de treinamento do técnico Tite). Durante todo o Brasileiro frequentou a zona da Libertadores. E foi assim,  jogando um futebol burocrático, que o time conseguiu ser o mais regular da competição.

Enquanto isso, aquele Vasco desacreditado do Campeonato Carioca dava lugar a um Vasco guerreiro que primeiro conquistou a Copa do Brasil e depois encantou o país com sua superação no Campeonato Brasileiro e Copa Sul-Americana. Quando tudo parecia estar perdido, Dedé e cia entravam em ação e contrariavam toda lógica futebolística. Porém, faltou ao time cruzmaltino a burocracia corintiana em alguns jogos.

Atribuir a perda de um título a um pênalti não marcado, a um gol mal anulado ou a um impedimento é perda de tempo. Os mesmo que reclamam hoje, são aqueles que ficaram calados, ontem, quando essas infrações foram marcadas a favor do seu time. Isso também não pode servir como desculpa para os constantes erros de arbitragem. É preciso parar para discutir a qualidade da arbitragem e  buscar soluções. Tenho certeza de que discussões como essas jamais acabarão, mas tenho a esperança de que esses erros um dia não servirão mais de desculpa para torcedores darem quando seus times perderem.

Por todos esses motivos é que não tenho dúvidas em afirmar que o Corinthians mereceu sim ganhar o título do Brasileiro de 2011.

PARABÉNS, CORINTHIANS

PENTACAMPEÃO BRASILEIRO!

* OBS: Gostaria de deixar claro que não sou partidário do Ricardo Teixeira, o considero um câncer para o futebol brasileiro. E também não concordo com as nomeações do Andrés e do Ronaldo para os cargos de diretor de Seleções e para o Comitê Organizador da Copa, respectivamente. Ou seja, esse texto em nenhum momento defende essa corja que infelizmente administra a Confederação Brasileira de Futebol.

Ai, jesus…

Fla-Flu sem emoção não existe. O maior clássico do planeta acrescenta a cada partida uma página na bíblia sagrada do futebol. E hoje não foi diferente. O jogo que parecia que ia decepcionar os torcedores no primeiro tempo mudou completamente de cara na segunda etapa e honrou o nome. Os times passaram longe de apresentar um futebol a altura do que é o Fla-Flu, mas as circunstâncias tornaram histórica a vitória Rubro Negra por 3 a 2.

O herói de hoje foi o contestado Dario Botinelli. O argentino que chegou com status de promessa e até o jogo de hoje não tinha mostrado a que veio resolveu desencantar justamente no Fla-Flu. Não tinha oportunidade melhor. O nome de El Pollo já entrou no hall dos grandes heróis do clássico, ao lado de Renato Gaúcho (talvez o símbolo do Fla-Flu com seu histórico gol de barriga em 95), Adriano Imperador, Assis, Zico…

Discordo dos que disseram durante a semana que esse seria o Fla-Flu mais importante dos últimos 10 anos. O Fla-Flu mais importante de todos é sempre o que está por vir. Não importa a situação, pode ser até no futebol de botão, Fla-Flu sempre será Fla-Flu e vice-versa. Novos heróis surgirão, novas histórias serão contadas, novas reclamações serão feitas e o grito de “Ai, Jesus” continuará na garganta da galera. Isso é Fla-Flu…

SANTOS X FLAMENGO: HISTÓRICO

Uma verdadeira ode ao futebol aconteceu no dia 27 de Julho de 2011. Palavras não são capazes de descrever o que aconteceu naquele dia. Santos x Flamengo, um duelo para guardar na memória:



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Parabéns, Fluminense! 109 anos.

Hoje, 21 de Julho de 2011, o Fluminense Football Club faz 109 anos. E isso não poderia passar em branco, não é mesmo? O clube das três cores que traduzem a tradição e sua apaixonada torcida merecem. Nascia nesta data, um dos clubes mais tradicionais do cenário nacional. Nascia a fidalguia, nascia a esperança. Nascia o Tricolor das Laranjeiras, ou simplesmente, a paixão chamada Fluminense. Já existia Clubes de Regatas de Flamengo, Vasco e Botafogo, mas o Fluminense deu  início às atividades do Futebol no Estado do Rio de Janeiro. Anos mais tarde, alguns jogadores em conflito com a direção do clube, fundaram o Futebol do arqui-rival Flamengo. No primeiro confronto entre os dois, melhor para a “matriz”: 3 x 2 para o Tricolor. A contribuição ao futebol brasileiro não parou por ai. Fluminense foi o clube que mais cedeu jogadores no início da atividades da nossa Seleção Brasileira. E como na época não haviam alternativas, o Fluminense construiu seu estádio e foi a casa da nossa seleção. Portanto, o selecionável de nosso país, também nasceu nas Laranjeiras. O primeiro gol da Seleção Brasileira em Copas do Mundo, também foi marcado por um Tricolor, Preguinho. Isso é Fluminense.

Em 1949, o Fluminense Football Club foi homanageado com a Taça Olímpica, que consistia em um comitê julgar qual a instituição mais bem organizada e que mais fez pelo esporte, e recebeu a honraria. Aliás, é o único clube polidesportivo do Mundo a receber a Taça(Sim, nosso clube um dia já foi o mais organizado do Mundo). Em 52, o Tricolor participou de um torneio mundial aqui no Brasil(mais ou menos igual ao Corinthians em 2000). Venceu o time do Peñarol que tinha nada menos do que 6 jogadores que haviam conquistado dois anos antes a Copa do Mundo de 50 contra o Brasil.

Em 75, o então Presidente Francisco Horta montou uma verdadeira máquina de jogar futebol: a Máquina Tricolor. O Fluminense tinha Rivellino, Paulo Cesar Caju, Carlos Alberto Torres e uma constelação de craques. Todos na Europa queriam ver a tal Máquina em ação e o Tricolor colecionou títulos de torneios de verão nessas excursões. Porém faltou título de expressão como um Brasileiro ao ‘timinho’. Em uma das semifinais de Brasileiro chegou a perder nos pênaltis para o Corinthians depois de muita chuva durante o jogo. Chegou a jogar com o timaço do Bayern de Munique que havia 5 jogadores campeões mundiais pela Alemanha em 74. O time das Laranjeiras venceu por 1 a 0 mas foi pouco diante da diferença técnica e volume de jogo.

Nos anos 80, foi tricampeão carioca seguido, sendo duas delas sobre o maior rival, Flamengo. E ecoava no Maracanã a maior alegria da galera: “Reecordar é viveer, Assis acabou com vocês”. Em 84, mais um rival sofreu. Foi contra o Vasco que o clube das três cores se consagrou Campeão Brasileiro. Em 94, o Fluminense ganhou de forma humilhante o Botafogo por 7×1. Um ano depois, o Fla-Flu mais conhecido de todos. Flamengo estava prestes a ser campeão e precisava de 1 ponto para ser campeão. Deixou para última rodada contra o time que poderia alcançá-lo. O Tricolor chegou a estar vencendo por 2 a 0, permitiu o empate e como toda boa ficção foi marcar o gol aos 42 do segundo tempo com um gol de barriga de Renato Gaúcho. Logo após, tempos negros chegaram. Foi rebaixado por duas vezes no Campeonato Brasileiro para a Segunda Divisão. E depois mais uma vez para a Terceira Divisão. Mas isso teria que servir para alguma coisa. E serviu. Sua torcida apaixonada não largou o time e acompanhou o time no fundo do poço. A volta do Gigante estava perto. E com a ajuda e apoio incondicional dos fanáticos, saiu da lama. Graças também ao nosso ídolo Parreira. Isso também é Fluminense.

Ainda no século XX, o Fluminense mostrou porque é Gigante, terminou em 3º na primeira fase do Nacional. Depois de ser chacota porque voltou indevidamente para a elite, foi melhor que rivais como Flamengo e Botafogo. O time da Terceira Divisão era melhor que os da Primeira, vai entender. Século novo, vida nova. E assim feito. Terminou como campeão maior estadual do Século XX. Voltou a brigar entre às potências mas ainda faltava título. E ganhou dois Cariocas. Um no Centenário e outro em um gol quase espírita em 2005. Faltava à nivel Nacional. Foi Campeão da Copa do Brasil 2007 e foi para a Libertadores. Ahhh, Libertadores…Festas inesquecíveis e jamais vistas nas arquibancadas com tanta intensidade. Depois de nunca ter passado da primeira fase, passou em primeiro no geral. No jogo que muitos consideram o mais memorável e emocionante ganhou a classificação do São Paulo aos 48 minutos do 2º tempo. Um clube brasileiro não ganhava do Boca Juniors em Libertadores, desde a Era Pelé. Ganhou dos argentinos. Foi perder o título para a LDU do Equador. Quem? Oi?! É, Fluminense. Explicar o inexplicável, sabe.

Em uma de outras tantas travessuras que o Tricolor prega, o time quase foi rebaixado novamente. Já era dado como rebaixado por comentaristas, torcedores rivais e até do próprio clube. Mas a maioria e os mais fiéis, não.
Com um espírito guerreiro e incentivado pela torcida, engrenou e praticou quase um milagre, deixando o time na Primeira Divisão Nacional. No ano seguinte, pasmém, Campeão Brasileiro 2010. Aliás, o único time que conseguiu o título de Campeão Brasileiro após disputar uma divisão inferior. É o sentimento chamado Fluminense. O orgulho de ser Tricolor. Que deixa todo tricolor nervoso. E apaixonado por este clube, cada vez mais…

FLUMINENSE, PARABÉNS E MUITO OBRIGADO POR EXISTIR.